Demorei, mas pela primeira vez assisto uma série de ficção científica que aborda o tema viagem intergalática e não me arrependi. A cada dia que passa estou descobrindo dentro de mim um fã de ficções científicas que eu não sabia que existia.
Stargate: Universe está ai para provar que a franquia Stargate não foi para o espaço. O SyFy Channel decidiu manter a franquia, porque Battlestar Galactica está chegando ao seu fim e alguma outra série precisava ocupar o espaço. Stargate: Universe estreou dia 2 de outubro com uma premiere de duas horas, que poderiam ser até três, mas a terceira hora foi deixada para um outro episódio de mesmo nome.
A primeira parte de "Air" começa mostrando a tripulação desesperada atravessando um portal, pareciam até que estavam fugindo de um perigo iminente, e estavam. Um flashback nos mostra o motivo de tanto desespero: a base foi atacada por inimigos e estava prestes a explodir. O portal foi a única escapatória para todos que estavam ali, mas ninguém imagina que o destino os mandaria para um lugar muito distante da Terra, especificamente uma nave que pertenceu aos Antigos e está ao léu pelo universo. Tenso.
A distância não era o maior dos problemas da tripulação. A nave estava muito danificada e o estoque de oxigênio era muito pequeno, em pouquíssimo tempo todos iriam morrer asfixiados. Dai o nome "Air" para o episódio, algo precisava ser feito em relação à escassez de ar na nave. Nicholas Rush, um doutor muito do prepotente, é o designado para encontrar uma solução. Junto dele está Eli, um jovem nerd que conseguiu passagem livre na nave porque descobriu a solução de um equação por meio de um jogo online para ajudar Rush a desbloquear um dos portais.

Dois grandes problemas precisavam ser solucionados para evitar a morte de todos. Primeiro a nave estava muito danificada e um buraco nela permitia o vazamento de ar, ou seja, ele precisava ser fechado. Segundo os filtros de ar estavam totalmente sujos e precisavam ser limpos para que o ar voltasse a circular na nave. O primeiro dos problemas levou à morte de um dos personagens que se sacrificou para o bem geral. Senador Alan Armstrong, morreu ao isolar-se em uma sala onde o buraco estava, que podia apenas ser fechada pelo lado de dentro. Ele morreu deixando para trás sua filha Chloe. O segundo problemas foi resolvido apenas na terceira parte da premiere "Air".
A terceira parte do episódio começa com uma expedição em um planeta desconhecido que o portal encontrou. Lá eles têm a esperança de encontrar o calcário que precisam para purificar os filtros de ar. Sem muita ação, esta parte foi dedicada ao dramas pessoais dos personagens. Chloe precisava contar à sua mãe sobre o falecimento do pai, Everett tinha que contactar os oficiais na Terra, intrigas entre Scott, Greer e Dr. Rush e flashback da vida pessoal do soldado Scott.
Sem mais delongas, os tripulantes tinham apenas doze horas para encontrar calcário no planeta, que estava mais para o deserto do Saara. Três tripulantes desistiram de procurar ali e partiram para outro planeta, será esse o fim deles? O restante ficou ali e faltando segundos para o portal se fechar, Scott encontrou o calcário que precisavam. Final feliz para a trilogia "Air".
Agora que sou fã de ficção sou suspeito para falar da série. Para mim ela tem tudo para agradar fãs do assunto. Correm boatos sobre surpresas nos episódios e que o foco estará mais nas viagens intergaláticas mesmo. Esperar pra ver. Se vale a pena? Vale a pena para quem gosta, se você não simpatiza do tema nem assiste.